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Eu vi gnomos | Trajetória da artista plástica modeladora

 

Vinte anos atrás, na Argentina, eu já montava minha banquinha nas feiras artesanais. Levei para as ruas a paixão que me acompanha desde muito nova: modelar, pintar e dar forma às histórias que via na natureza. As primeiras peças nasceram ali, entre conversas com feirantes e o cheiro de tinta fresca um aprendizado de bancada, de mãos sujas de argila e olhos atentos ao que encanta quem passa.

 

Há oito anos, o caminho me trouxe a São Thomé das Letras (MG). Foi aqui que tudo fez sentido. Reencontrei minha linguagem: os elementais da natureza. Gnomos, duendes, começaram a brotar das minhas mãos — esculturas modeladas e pintadas à mão, cada uma com personalidade própria, inspiradas nas lendas, na energia da montanha e no imaginário de quem visita a cidade.

 

O ateliê cresceu quando meu companheiro — chef de cozinha e também artesão — se juntou ao sonho de viver da arte. Unimos fogo e terra, cozinha e ateliê, e transformamos a banca num ponto de encontro. Foi o público que batizou nosso trabalho: “Eu vi gnomos”, frase que ouvimos tantas vezes de quem passa pela banca, aponta e sorri, que virou nome, identidade e convite.

 

Hoje, sigo como artista plástica modeladora, criando peças autorais que celebram os seres invisíveis que moram nas pedras e nas árvores de São Thomé. O ateliê é aberto, vivo, feito de troca: quem chega, vê, escuta as histórias e leva um pedacinho desse mundo encantado para casa. E é assim, entre Argentina e Minas, entre feiras e montanha, que sigo modelando o que sempre me moveu: a arte como ponte entre a natureza e as pessoas.